sábado, 31 de outubro de 2009

Dia de Bruxas

conheço e odeio a perturbação da árvore do videoclip
farei uma curta-metragem com ambição de longa
"A Côncava Virgindade de Patrícia Stuart"
que título bom que título este bom para o dia da vassoura

em várias formas tresloucada
afugentava assim doidas baratas
morcegas pela janela voavam eclipsando mortes em pé forte
pedra-pomes no cotovelo raspa a dor secreta

suor de estátua espontânea a sufocar

e no vazio, a pureza particular de uma mulher
espiral o caracol pelo rosto descido
intelectual em dosagem exagerada
pequena na
descoberta do luar

que premissa boa que premissa esta boa para o dia da vassoura
este dia no carrossel dia de doce, chupa-chupas e presentes
dia bom, que dia bom
este dia de Bruxas


"Não fales com estranhos."
Nem sequer comigo?"

sábado, 24 de outubro de 2009

Agora Neste Momento

Capto o pequeno leitor, o anão, a criança. Com estas palavras forneço o stock do universo. Chuva-puta leva hífen e é chique. Chamo luxo à dor psicológica de pensar nisto. Reforçar a individualidade é chamativo mas não interessa. Tudo aqui é para mim. Se leres és intruso. Se estiveres na prisão és recluso. Ah ah, que engraçado. Nas histórias antigas haviam muitas barbas. Boa ideia era clonar moedas de 2 euros, deixem os embriões em paz. Quero conversar com especiarias no ar. Pentear meninas chatas. Patinar na lava, responsabilizar-me pela desflorestação!

A minha estupidez é maior que o buraco da camada do Ozono.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Não Me Impeças De Escrever Com A Mão Esquerda

nada importa musa, nada importa
entra em coma nada importa
nada é relevante nem o nada é relevante
o caos é fortuito
alegra-te com a perdição de Novembro, sorri
circuncisamos cadáveres
felicidade numa garrafa
tenho sono e dúvidas
tenho o poder de absolver
a realidade contigo
.não chores. as outras almofadas não
valem a pena

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Fantoche Desarticulado

tenho de aprender a levitar

Hoje no dia de hoje
soube-se hoje mesmo
que o amor esgotou

Sem códigos
sem diálogos
sem doenças esgotou-se

a abstracção abstraiu-se no abstraccionismo abstracto
beleza concretizada pelo anjo da matemática

génio distorcido admiro a pirâmide
a divindade pontiaguda contraída na raiz
perfeição de comédia no meio da luz

dadaísmo inventado por gagos com sede de sa-saber

por meu decreto regresso à idade da razão
deixo que os mortos tenham língua
falo com o imaginário para me distrair hoje

a abstracção abstraiu-se no abstraccionismo abstracto
beleza concretizada pelo anjo da matemática

e com medo de mais uma assonância forçada
a escravatura arrancou a cabeça à dentada

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Testemunha da Loucura

Apenas por ser a luz, apenas por ser o traço

Acordado num olhar dissonante, a voz fica progressivamente mais elevada e fina. Sinal de pontuação mal colocada, loucura não tem vírgula. Pisca a personalidade, dobra a indiferença, esfaqueia a felicidade. Isto são ordens. Obedece.
A genialidade demora a chegar, se alguém se apercebe dela em primeira percepção não o sente.
Muito ruído. A música contorna o barulho mas às vezes explora-o.
O dragão incendeia-se espontaneamente sembustão. Sem sopro terreno construo apenas e mais uma vez a droga sem droga do corpo. Estamos em batalha psicológica, ping-pong mental.
Passo pelo recreio. Agora estão todos grandes e parecem-me patéticos.
Ignite...just for being the light, ignite...just for being the light
ele vai tomar conta de nós, vai observar-nos. a canção resulta num jardim que resulta num planeta que resulta num animal que explode num quintal, ele vai tomar conta de nós
Se não, quem o fará?
eu eu EU tu tu TU?

a minha melhor amiga partiu os dentes a brincar com uma estrela afiada. Induzo o impossível, testemunho pessoalmete a loucura.
Além disso tenho de fingir que sou um vulgar peluche.

sábado, 22 de agosto de 2009

encontro-te como um sonhador encontra um sonho:
de olhos fechados

domingo, 9 de agosto de 2009

Não




Electricidade:

desejo-te o perfeito e o imperfeito
a honestidade de um nome só sem apelido solto
solta-te, pinta os olhos
a actuação é para os visionários da censura

REPETIÇÃO REPETIÇÃO REPETIÇÃO
poetisas feias saboreiam a noite com dicionários nas pálpebras

gosto de entoar o impulso de um puzzle de 3 mil peças
saudades tuas
fode a natureza com a palavra e o esplendor da tua
alma nua

Sensualidade:

fode a estrutura
aniquila o clássico
sensual é o ódio profano da ilusão murcha

O confuso parou no aplauso menor
Jogo torna-se art rock camuflado, rectângulo rival
sede de cegos na fonte, a evidência de nascer em dor diamante

poesia: obrigas o homem a mentir o inverso


és lindo, sabias?