quarta-feira, 3 de junho de 2009

(Romance Optimizado)

Semi-fractura impede-me de escrever com uma caligrafia notável. Continuo. Ainda penso no extintor e na sua implosão contida. Salva-me. Sou digno da cruz. Testemunha último da religião. Nik Kershaw fala do sol por enigmas. Uma lágrima de coca-cola não pode ser desperdiçada agora. Quero tudo quando não tenho nada. Quero tudo que não posso ter neste momento. Quero o que já tive. Quero inventar o que não tenho. Um conselho de sábios chamar-me-à em privado e não terá dúvidas do meu inegável gosto por palavras. Filósofos magistrais irão perceber o meu esforço em martelar sílabas. Psicólogos questionarão a minha vontade de preencher linhas e linhas e não escrever ABSOLUTAMENTE NADA.

3 comentários:

Marta Sousa disse...

Há casos...que o nada pode ser tudo meu caro...

Feiticeira de Oz disse...

somos os criadores máximos do universo, atribuímos a "verdadeira" identidade ás coisas..são aquilo que quisermos que sejam..dependem única e exclusivamente da nossa interpretação e consequentemente do valor que lhes atribuímos..

..portanto o teu texto poderá ser um tudo ;)

Delirius disse...

Quem és..., gostei!
É tudo quanto tenho a dizer, de momento!