quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Nada Mais

Não sei como me sinto.
Vario demasiado para me definir exactamente.
Escolhas...desilusões...realidade.
Perdem-se os desafios magistrais, os actos tornam-se irrelevantes.
Separar a carne do corpo torna-se um vício angustiante...acho que flutuo...vou falando...ensonado... de mistérios e tabus, almas e confusões...sobreponho vontades mal calculadas com sabores estranhos sempre naturais e submissos.
Lido com uma mortalidade que não consigo combater com tantos pensamentos atravessados.
Reservo-me para quem escolhe a sintonia, e partilha alguma angústia, de pensar, sentir, observar, de querer tudo...ou nada...intensamente.
O mundo dentro é mais seguro.
Interferindo em todo o espaço real desejei comprar palavras.
As ideias tocam-me...completam-me... e ao fundo a música desesperada ainda se ouve...as vibrações antes ribombantes vão-se perdendo perante uma lua convidativa ilusória... o chão de paralelos reluzentes...recheados de criação...momentânea...não se vai mover...quero continuar a compreender...afogar-me nervosamente num canto poluído nunca distorcido de identificação aproximada... onde não se pede licença para falar...quero voltar...
Todos os demais são insectos
Finjo-me de inocente nas perguntas...talvez seja...não quero nada mais.
Nada mais.

2 comentários:

Flávio Neto disse...

Não há um dia que passe que não me sinta, como tu.
It's the curse of the great...

O Raposo, the foxman disse...

Dentro da angustia de querer e não querer, de ser e não o ser... queremos apenas o mais difícil, encontrarmo-nos. E isso, meu amigo... é impossível.