quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Psique Semi-Auto-Bio-Gráfica

Sou homofóbico e astuto. Dói-me toda a cara e uma parte da cabeça. Tenho uma caveira no quarto, nos arredores, por aí. Apenas não a visito muitas vezes. Penteei o cabelo para trás. Pareço um pequeno pónei. Dos grandes. Raio de zumbido que está dentro, e sei lá, zumbe! Já lhe dei uma forma. É irritante e verde. Chama-se Zorpa. Delírio e embaraço. Tudo num só. Adorava agora mesmo hoje uma sobremesa de amnésia. Cada segundo com o próprio enlouquece. Se tomasse drogas todos saberiam. Quero escapar com velocidade proibida. Sinto-me mais mal do que bem. Estes dias. Escolheria uma dose de caramelo no sangue, se fosse eficaz. Não quero dinheiro. Só crédito ilimitado para viagens e conversas. Não sei quando é que o sol se dissipará. Não sei ver o futuro. Opções morrem no berço do entusiasmo. Autómatos frágeis não funcionais. O poder de recordações. Queria fazer mais para ter saudades de mais. Apetece-me subir e ser um ícone. Eu sei que do outro lado da linha não está ninguém. Tanta responsabilidade é um exagero, que desperdício. Autoridade e compromisso. Evito referências que me possam magoar. A casa é pequena, mas esperavas um palácio? Pesadelos são insignificantes na claridade do asfalto. Quando descobrir um método divorcio-me de mim. O que me impede o suicídio é a dignidade. Quem inventou a consciência foi um idiota. Banda Desenhada em quadradinhos circulares. Se receber uma encomenda por engano, fico com ela na mesma. 1000 é só um pouquinho mais que 999. Ele está metido com aquela. Vodca e vaca são palavras com "V". Um líder do virtuosismo em todas as áreas, deve ser fácil. O dia não acabou. Tarda e tarda. Amanhã será melhor são palavras mágicas. Egoístas incapazes de renegar mútuas ligações. Quero ser a praia do teu sol. Estabelecer as crónicas de um alguém ligeiramente confuso, explodido, decadente, curioso, inconclusivo, impaciente. Crenças avassaladoras. Estereótipos em mono. Se isto fosse de outra maneira, tudo seria diferente. Ataque cardíaco provocado por nada. Tenho que pôr mais baixo. No outro canal não dá o que queres ver. Representação é brincadeira, entretenimento para os inaptos na imaginação. O meu mantra não envolve nada positivo. A ciência de multiplicar obras de arte cheias de pó mas credíveis. Dançar com uma musa e delinear segredos consecutivos. O mais feio é o mais simpático. Justificações. Não vejo assim. Não sinto assim. Não sei assim. Parece-me interessante isto que "Não". Deixei a espada na morgue. O que está aqui é bastante aleatório. Mas fala-me de ti, o que te motiva?

2 comentários:

Flávio Neto disse...

Nunca li nada tão tu, tu ru tu tu...
Nice, keep it up

Sandra disse...

O movimento das coisas, o seu sabor, os cheiros...o facto de sempre haver uma sombra, um objecto que me ajuda a marcar o ritmo do meu caminhar...a mistura de cores, a intensidade das cores.A minha procura pela tristeza que me há-de matar e simultaneamente tornar imortal, sábia.Os olhares que me ensinam tanto, que me fazem sentir aquela felicidade que é meio passo para a tal tristeza...
E, essencialmente - mesmo não sendo uma motivação - o facto de ainda não saber quando devo realmente ir embora...