quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

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És o sumo de borboleta frágil que quero engolir deliciosamente.
Lágrima por lágrima. Vou-te encontrar.
Fios fora do sensacional, amiga de relâmpagos. Adivinho-te uma voz angelical, irritante.
Libertaste-te da vitrine da loja de brinquedos. Peluche feminino. Organizada. Demasiado. Sapatilhas imaculadas, casaco cauteloso, mochila semi-aberta. Sinto o arco-íris a percorrer-te o corpo recheado, ganga deslizante, tecido em formas verdes, já sabia:
Por dentro és cor de rosa às riscas decifradas.
Crime de avelãs, sei que foste tu, juntaste à expressão uma inocência premeditada.
Decorada conhecedora, espantaste com brilhos e pequenas estrelinhas.
Quero ver-te a sorrir, nesse teu ambiente metalizado caramelizado, nessa boca artilhada, rigorosamente apetecível. Pode ser que nos sonhos dos teus beijos me abstraia dessa cicatriz profunda, amorosa. Exacto. Algumas raparigas não deviam brincar com facas.

3 comentários:

O Raposo, the foxman disse...

As facas são optimos espelhos... não são?

Flávio Neto disse...

Algumas raparigas não deviam brincar com facas....
E algumas deviam-nas desinfectar um bocado as facas para não infectarem de gangrena o nosso coração quando as espetarem no nosso coração via costas desprotegidas...
Não acredites na inocência, ela é de facto premeditada, ainda que bela, demonstrativa, abrasiva, abstracta e enleante...

Anônimo disse...

A paixão pode ser uma faca que vai dilacerando o nosso peito, mas sabe a mel à medida que se vai afundando no nosso Ser...