quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Não Quero

Concentra-te em mim, concentro-me em ti
Acho que preciso de te ver, serpentear pelo teu vestido
Só isso
Não te quero para conversar, não te quero adorar
Entre meras suposições que se fodam idealizações

(alastrei o vício)

Afoga-me em ti
Na língua do sangue
Nos pixéis solares
A pairar
Sempre estou
Sempre posso
Encostar sorrisos
Sombrios insistentes
Na incisão convulsa
No ombro esquerdo, subjugado
Dominante
Do ódio

2 comentários:

O Raposo, the foxman disse...

Lust is definitaly my favorite sin. So sayeth an old demon...

Flávio Neto disse...

Carnalidade, beleza, paixão são todas palavras vãs perante a fome de sentir...
Sim somos tudos uns porcos...