sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Temporária

Meia escuridão
Os princípios mudos da inversão
Esta madeira range aos soluços, é primitiva
Guiado pela cerveja suja em pálpebras - o resto
Crónicas do desmoronamento
As mulheres têm os pés a sangrar de lua
Outras lutam pelo intuito arrogante
Celebrações captadas de silhuetas de gelo inteligente
A voz é dispersa sem cara
Gotas de chuva ascendentes
Um parágrafo no tempo
Visitada aquela Morte sorridente sem dentes
Emergida de um buraco de diamantes ao longe luzindo
Uma morgue temporária
Soprava a cascata dos suspiros ideais
Acariciava cinzas juntando a delirante permissividade
Consultores do sofrimento
Esgoto palavras em noivados improváveis
Clarifico a invocação serena de uma paisagem moribunda
Mulheres e todas e algumas multiplicam-se
Na batalha
Loucura invade ossos paranóicos
Felicidade simulada num contido desabafo
A bebé era gira
Caminhava em recordações acidentais
De quadrados diagonais mal colocados pintados
De branco tímido
Desenhou
Inventou... o cor de laranja
Inventou... a morgue temporária
A quebra
O parágrafo

3 comentários:

Lira disse...

olá!um beijinho como uma nuvem. :) quem descobre a poesia jamais está sozinho ;)

*

O Raposo, the foxman disse...

Strike them in the twilight, for it is them, that they are weaker. ;)

Anônimo disse...

senhoro criativo de ti nao esperava, tanta imaginação e sensibilidade.
noto que nesta postagem a "temporaria" tentas tocar um bocado no interior da mulher "...as mulheres tem os pés a sangrar da lua, outras lutam pelo intuito arrogante...", e acho que sao frases sentidas, mas, no entanto, chegar ao interior de uma mulher nao é propriamente muito facil, por isso acho que te sais te bem, mas aconselho te a dedicares te mais neste assunto, acho que seria um desafio para ti, e eu estou a espera de ler uma postagem bastante interresante acerca das mulheres, porque as mulheres sao grandes, e sao as grandes merecedoras de entar em toda a poesia.
estou a espera.
com os melhores cumprimentos
angela mendes