quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Neblina

Tardia uma inquietação
Nervosa
E os astros falam a pique derretendo
Escavado o precipício primaveril da febre
Complicações de uma Sara genérica
Catástrofe de uma actuação
Morrer com o sério, morrer pela cruz de peluche
Queria prometer os vendavais convencidos
Dolorosas pegadas de cabedal
A carne a entrar nas pedras fracas
Sumptuosa tiara recolhida nos destroços
Um erro que assobio - o medo
Torna-se grande no calor do eco
Grotesca colecção de incoragem
Prateada nas mãos longas do tempo escutando
A parede rasga-se
O ouvido da antes consciência sobe tremendo
História narrada do fim ao princípio
Falo-me de uma vez
Em que o dia parou, súbito e àspero
E 6
Assim 6 criaturas piscaram as órbitas numa onda criadora
Acordo
Este sol é intermitente

2 comentários:

O Raposo, the foxman disse...

Velas ardem com uma chama efémera. Vais deixar a briza apagar, apagarás tu mesmo ou vais atirar com gazolina?

Mesmo assim continua efémera.

Flávio Neto disse...

A genericidade do mundo arde, desfaz-se num violento equinócio...
Somos os filhos de amanhã, do Deus fofinho e não sabemos onde deixamos o leite condensado...
Alguém que nos ajude?

Força!