quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Cirurgia

Cirurgião actua num instante palpitado
Torna-se cansativo desmantelar uma bomba com facas
Não pares, continua
O suor ferve, frio e ferrugento
Artérias mexem-se em espirais
O sangue enganado, criou uma consciência
"Direcções são tão óbvias, vivamos em espiral"
DeScEnDeNtE
Mistura célebre rebelde
Não caberá nos braços
Vai explodir
Cirurgião! Não interfiras
Por pontos saem, belos poros
Mutilação invertida
Chapisca agora o sangue
Chapisca
Na tua cara, cirurgião
Uma impressão
Nos teus braços, doutor
Chapisca
3,2,1

BOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOM!

O desejo espiral matou-se na sua glória

Um comentário:

Flávio Neto disse...

São visões do gerador de espirais...
És como um cirurgião da realidade, nip/tuck cultural, hack n' slash das vidas próximas...
keep it up!