sábado, 15 de novembro de 2008

Momento Encriptado

(a dois minutos de ser feliz)

Os mortos são estes e outros que me vêem e se aproximam
Não só mais, porque também me afugenta o carvão
E o corvo na estrada
E o fogo na estrada
E o animal da frase intelectual que se arma em sagrado
Tanta coisa para me chamarem
Mancha-prazeres, enfim, do mundo

Sou conhecido em todos os momentos e arredores
Invento linhas de droga não funcionais
Revivalismo de estigmas feministas

Não é importante esta afirmação.
Nem esta.
Na verdade, tudo o que escrevo é irrelevante
Ou ambíguo
Esta frase, por exemplo, é inteiramente falsa.
Num país dado a palavras isto faria mais sentido
M-A-I-S
MUITO MAIS
MUITÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍSSIMO MAIS
AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

No ponto alto da sua vida, a formiga espreita para os dois lados
Tip, Tip, Tip
E rapidamente é pisada

Psst... queres saber um segredo?
Sofro de bulimia
Ou então gosto de alquimia
Confundo sempre estas coisas a que chamam de palavras
Raio de palavras
Amaldiçoo o pensamento que só conhece um veículo!
Previsibilidade multi-funcional
Como um espremedor, que falta faz um espremedor!
Com tantos limões à volta

Mesmo assim falo com quem está a falar comigo
Não falo com quem não fala comigo ou não pode
Ou está longe
Ou não quer
Ou não me curte
...

Uau! Sou tão pita!
Espero ansiosamente chegar aos 16 anos
Na forma lúcida de mulher.
Ser fantástica e superficial
Feia e pré-nupcial
Quando o período e essas coisas se estruturarem na cabeça empanturrada
Quando ao me sentir bem sentir que não valho nada
Quando...

As nuvens não fizerem sentido na irónica apropriação
De uma lógica desmedida

Debito excertos do diálogo da minha nuca e da urtiga que me motiva
Há insectos na minha alma antes cheia
Gatos mortos com minhocas guturais na espinha
Desenvolvo-me na cave, com ratos a fazer de família fictícia
E homens a servir de isqueiros ultrapassados

A palavra que inspirava morte nas pessoas foi
Um mandamento encriptado, um momento
Um movimento
No dia mais tarde de hoje
Um pássaro procurou uma gaiola

Serei um servo do Sol
Se a Lua não me quiser de volta
O poder de decisões é abstracto
Quando o universo real é um mapa
Com tendência a não ter linhas

A caixa de Pandora abriu-se com teias de aranha lá dentro
E aranhas lá dentro
E lá dentro aranhas
E aranhas não falam
E Pandora era uma princesa que por tão feia ser
Se fechou numa caixa para ninguém a ver

Numa cama sentado, a almofada rebelde salta
Para o suicídio da manhã
Todos sabem que o orgasmo do mel sabe melhor
Na garganta afiada
Renovada com violência crepuscular

!!!!!!!Pumpkin Disconnected!!!!!!!

A
Natureza
Explode

(1:59 min.)

Um comentário:

Carlos Pinto Vinagre disse...

Estás num óptimo caminho.