sábado, 15 de setembro de 2007

Fascínio

Minha versão
Jogas com os meus pensamentos
Destruidora de percepções
Encontro encanto nos teus pontos
Narras espaços proveitosos
Atravessados
E sou
Vou
Mastigar uma sensualidade leitosa
Espremida
Julgo a tua saliva e invejo-a
Faz parte de ti dentro por fora cobre-te
Esburacado o sorriso da língua ao lado
Inconsciente a ligação vulgar entre
A que se veste em tons de manhã
E ressuscita em fogos claros padronizados
Dança no espontâneo explodindo
Tal exasperante conforto da almofada redentora
A queima d'um subconsciente destemido
Prescrutando em formações gelatinosas
Impregnaste o meu teor com mais do que uma foto
És, talvez, a presença
A pura realidade que se apresenta
Urge o fôlego dispendido
O ritmo do sabor dos teus sonhos proféticos
Gotejar incessante de pedaços teus incoerentes
Sublimação da vontade que vive
Em sulcos
Pequenas espreitas
Onde me supero pelo fulgor da crença
Aqui, forçado a capturar-te
A criatividade não é destino
O mesmo?
Ri-se comigo e por mim
De mim

Um comentário:

O Raposo, the Foxman disse...

E, no conjunto de fluidos redentores, aparece a salvação. Bebei deste cálice, pois é sangue de um qualquer salvador.