terça-feira, 21 de agosto de 2007

Fada Mafalda

Sabes que vejo combates quando penso em ti?
Vibro em espuma coca-cola
Deliro em sobrancelhas cadavéricas
Névoas que sobressaem
Brinquedo usado
Masoquismo forçado
Espécie de filme que incorpora coelhos
E fala no rádio, e em frente
Àgil escondido
Viciada em sapatilhas
E fala na mesa, e em dialecto
Não ter filhos, doce irresponsabilidade
Planos para mais tarde, ainda partilho
Como me sentes se não estou aqui?
Quero conquista fácil
Desafiar-me depois da escravatura
Aboli-la antes de começar
Pele de ganga
Despida em colchões de água
Estátuas artísticas de feiticeiras
Lapidadas por um DeuS menor
Drogado em cores
Cereais comprados
Lingerie de mar s h mallows
Romantismo natural
Gosto de prever o que não acontece
Preparo-me para o que não sei
Tantos, quantos, sombras de sinos
Miragem eclesiástica
Vulgar, somos agnósticos introspectivos
Se existimos, onde estão as fotos de há 5 minutos?
Tu vês na televisão e imitas
Se pensares por ti não falas
Registar momentos do berço à sepultura
Queria ver o que fiz em câmara lenta
Indulgência para não gastar
A eternidade
Beija-me um pouco da tua essência
A tese floreada de cânticos morenos
Ruivos, loiros
Quero uma fatia tua
Até sozinha deves divertir-te
Vou vestir-me de ti
E ser o teu espelho
Saio poucas vezes
Abençoado no teu reflexo
A tinta não decide
Os desejos falham poder absoluto
Fingir atitude
Interajo ligeiramente, extraio um pouco de magia
Dura mais que uma estrela sem noite
Números de chocolate
Um número é uma fruta
Dias cheios

Um comentário:

O Raposo, the Foxman disse...

Pedaços de vitrais que, anteriormente, compunham uma bela cena... caem agora... quebrados em mil pedaços, fragmentos de realidade.