domingo, 14 de outubro de 2007

O Feiticeiro De Oz

No imaginário de magos penetro e espreito
Leio manuscritos antigos envelhecidos
Sobreposições de contos celtas misteriosos
Relatos de bruxas dançáveis
O feitiço do Graal
Sons dispersam-se, gritam a sua forma
Pianos e violinos preenchem espaços
Flautas intercruzam-se, aliam-se
A gritos bárbaros, plenos de expressão
Almas transparentes em evolução
Mestres de uma Natureza supostamente intocável
O cheiro a tudo que é fresco
Vestes despreocupadas em tributo ao arco-íris
Todos são elementos uns para os outros
Como Água, Ar, Terra e Fogo para os restantes mortais
Guitarra super melódica confusa
Fios num crescendo de intensidade
Plagiamos os Deuses
Celebramos a música
Não pode faltar nada
Verdes elfos foram convidados
Romanceiam fadas desprotegidas
São todos visíveis
Eu ordeno
Vamos orar no cemitério das borboletas
O banquete da magia natural
Encomendada algures
Hidromel e cores
Mulheres em êxtase
Lançamos olhares uníssonos
Nuances únicas em toda a diferença
Voamos com capas reluzentes em corpos fascinantes
Paisagem de harpas selvagens
O lugar onde empunhamos espadas cravejadas
Sem hesitar
Onde abraçamos estrelas e ainda as idealizamos
Depois de nossas
Brilhamos na textura de um plano
Um conceito
Sorrimos até os lábios se rasgarem
Sadismo inflingido como dívida à perfeição
Aproveitamos o infinito neste quadro
Desenquadrado que ganha vida
O postal de recordações onde até a simplicidade
É épica
Em direcção ao sol
Estas asas nunca poderão derreter
Esgotei já todas as réplicas
Sou
O Feiticeiro de Oz

2 comentários:

diehappynow disse...

És poderoso! Mergulhei no teu cenário e voltei a mim em êxtase...

O Raposo, the Foxman disse...

Todos somos deuses. Difícil é nos apercebermos disso.